café com cão!

16.Abril.2009 by edmort

Todas as manhãs, ou quase todas, preparo o café da manhã. Básico. O café fica por conta da cafeteira elétrica, apenas coloco as medidas de pó e água e aperto o botão liga. Enquanto a cafeteira trabalha, vou à padaria, que fica cerca de 200m de casa. Compro pão. Sempre levo moedas, pois o pão nunca passa de R$ 1,30. Quando volto para casa, o café já está pronto. Arrumo a mesa e acordo a patroinha.

Durante o café, assisto ao jornal. Primeiro o Bom Dia São Paulo e depois o Bom Dia Brasil. A manchete de hoje era a violência nos trens do Rio de Janeiro. Pessoas sendo agredidas e até chicoteadas para “espreme-las” nos trens. Barbárie total. Entre uma mastigada e outra no meu pão com manteiga, ouço os comentários “lugar-comum” dos âncoras. Entre um gole e outro de café, vejo os relatos indignados da população e até o depoimento do operador de câmera que flagrou a violência. Os agressores eram funcionários da empresa que administra o sistema ferroviário e um policial militar. Os agredidos, a população a caminho do trabalho. Quando a reportagem terminou eu já estava no segundo pãozinho. Daí vem o futebol, hora em que eu desligo a tv.

Durante o trajeto para a universidade minha mente entreteve-se com a condição humana. Século XXI e pessoas são chicoteadas para “caber no trem”. Isso não me espanta. Assim como a Montaigne, o humano não me espanta mais. Já tem um tempo que a descrença no poder da nossa racionalidade habita o meu ser.

Paro no último farol antes de chegar a universidade. Absorto em meus devaneios, vejo uma cena inusitada. Um vira-latas, desses bem sem-vergonha, todo estrupiado vem pela calçada, desce a guia rebaixada bem em frente a faixa de pedestres, atravessa a avenida pela faixa, sobe a guia do outro lado e segue pela calçada feliz e contente na sua condição de vira-latas. Algum romântico diria: “Olha só o cão, mais civilizado que o homem!”. Eu não sou um romântico. Bom, na verdade sou, mas daqueles já um tanto quanto azedos.

O fato do cão vira-latas ter atravessado a rua na faixa de pedestres enquanto o sinal estava fechado para os motoristas não tem um grande significado. Não há uma mensagem por trás desse ato. Na verdade, eu nem teria notado o fato se o pendrive com os mp3 do Kiss estivesse no rádio, pois eu estaria cantando e batucando no volante feito o tonto que sou quando ouço Kiss no carro. E, se num exercício mental, fosse possível a um cão, vira-latas ou não, escolher entre a sua condição canina e a condição humana, aposto que o cão desejaria ser humano. Demasiado humano!

Imperador?

16.Abril.2009 by edmort

Semana de provas, uma certa ociosidade no ar. Lá estou eu entretido com minhas caraminholas quando um aluno do 1o. semestre me interrompe para perguntar (sim, porque alunos de 1o. semestre ficam vagando feitos almas penadas pelos corredores da universidade, eles ainda não aprenderam que após uma prova ou é casa ou é bar!):

- ô profe, o que o sr. acha do adriano para de jogar bola?

- quem?

- o imperador!

- imperador? (cara de nada!)

- é profe, o que largou o futebol, o sr. sabe?!

- rapaz, futebol não é a minha praia…

- bom, então, ele decidiu parar de jogar bola! como pode?!

- qual o problema?

- ô loco profe, puta salário… o cara largou, fora o status… sei lá…

- certo ele!

- ô profe… cê tá brincando né?

- eu tenho cara de quem está brincando (cara de bravo!)

- não, é que, bom, sei lá… puta salário…

- o problema é o salário?

- ah profe, o cara conseguiu o sonho de todo mundo… ser astro do futebol…

- eu nunca sonhei com isso…

- ah, mas o profe é filósofo… outras paradas né…

- (cara de helloooo-u)

- então profe, acho que o cara pirou… drogas e tals… largou o futebol!

- puta salário!

- ééé profe… puta salário… e vai pagar multa ainda… eu não fazia isso!

- eu faria!

- ah profe… o sr. é cabeça… mas o adriano não podia largar!

- (cara de cabeça!) que fase…

Após esse alucinante episódio da minha vida acadêmica, pus-me a filosofiar (afinal sou um cara cabeça) sobre o assunto. Bom, eu nem sequer sabia exatamente quem era o tal imperador e os detalhes do acontecido, mas isso não vem ao caso. A sociedade se espanta se alguém decide deixar de lado um “puta salário” ou o status de astro “do que for”. E dai? E se o projeto de vida do cidadão é vender banana na estrada de Tapiraí? Deixa o peão ser feliz, porra!

Eu mesmo, quando decidi deixar minhas atividades profissionais no campo da informática e me dedicar exclusivamente à área acadêmica, também senti uns certos olhares de “ó o cara, pirou!”. Eu me sentia um herege, alguém marcado com a letra escarlate da vergonha social: deixou uma carreira promissora na informática para “dar aulas”! Só faltou alguém completar: “e um puta salário”!

A questão é: eu sou muito mais feliz “dando aula” que trabalhando das 8h às 18h programando sistemas ou implantando redes. Não deixei de amar a computação, apenas decidi ganhar o pão meu de cada dia de uma maneira diferente.

Assim, se o imperador que parar de jogar bola, tem todo o meu apoio, vai ser feliz, não importa por onde! :)

Porcentagem…

26.Fevereiro.2009 by edmort

Lá estou eu em uma dessas lojas de departamentos acompanhando a patroinha. Enquanto a dona da pensão circula pelas ofertas da área feminina, eu perambulo pelo setor masculino apenas por perambular… e, eis que:

- O sr. já tem cartão Riachuello?

- Humm, minha esposa tem, obrigado.

- Mas vamos fazer um cartão no seu nome, assim o sr. não depende do cartão dela e ela ainda ganha 10% de desconto na anuidade!

- Err.. não tem necessidade, afinal o cartão é do casal… obrigado.

- Mas economizará 10% na anuidade do cartão dela. Não vai aproveitar essa vantagem?

- Ahmm… Vantagem?!

- Sim sr., com o cartão adicional no seu nome, a anuidade do cartão da sua esposa tem 10% de desconto. O sr. não gosta de economizar?

- Você acha isso uma vantagem?!

- Sim, claro. O sr. ainda não entendeu que ao pedir um cartão adicional no seu nome, estará economizando 10% na anuidade do cartão de sua esposa?

- Olha, quem não entendeu ainda é você. Pois o que você está me oferecendo é 90% de acréscimo nas minhas despesas com o cartão desta loja!

- Não sr., estou oferecendo desconto de 10% na anuidade do cartão de sua esposa!

- Ah, sim. Me diga, o meu cartão adicional tem anuidade?

- Sim sr., mas o de sua esposa gozará de 10% de desconto na anuidade.

- Então, vejamos, para ter 10% de desconto num cartão eu preciso pagar 100% de uma segunda anuidade. E você acha isso vantajoso?

- Sim, sr. Vamos  fazer o seu cartão para que a sua esposa tenha 10% de desconto na anuidade do cartão dela?

- Não, obrigdo.

- Vai perder os 10% de desconto sr.?

- Não, vou evitar os 90% de acréscimo.

- Mas sr., não é acréscimo..

- Ok, mesmo assim, eu NÃO QUERO, OBRIGADO!

Haja saco!

mais estórias de corredor…

10.Fevereiro.2009 by edmort

Sou o rei do bola-fora…

Certa vez, numa turma de ciências contábeis, tive uma aluna húngara. Ela estava a pouco mais de 2 anos no Brasil e tinha um sotaque bastante peculiar. Era difícil entender o que ela dizia. Nesse mesmo ano, na turma de ciência da computação, percebi que um dos alunos falava de forma diferente, parecia um sotaque estrangeiro, mas eu não conseguia identificar.

Os colegas de classe dele também estranhavam o sotaque daquele rapaz. Bom, um dia esse aluno me fez umas perguntas e, enquanto eu conversava com ele, eu tentava entender o que ele dizia. Num dado momento, perguntei: “Você fala de um jeito diferente, você é estrangeiro?” e a resposta me valeu mais um trófeu bola-fora: “Nãom profezor, eu zou surdo, uzo aparelio.”

Minha sorte é que tocou o sinal do intervalo e eu dei uma de leão-da-montanha: saída estratégica pela direita… zupt!

para os pregadores de plantão:

09.Fevereiro.2009 by edmort

\o/ EdMuerte

estórias de corredor

09.Fevereiro.2009 by edmort

Atendendo ao pedido do Reche…

A primeira vez que dei aulas para o curso técnico em informática, no ensino médio, foi em 03/05/1996. Eu já havia lecionado em cursos livres e treinamentos antes disso, mas o ensino médio era uma novidade, embora eu já contasse com a bagagem teórica da licenciatura em letras e uns bons anos camelando na informática, ainda ssim, eu senti um nó no estômago.

Uma semana antes, quando fui contratado, o coordenador do curso me alertou que a classe que eu iria assumir, um terceiro ano,  já havia deposto dois professores. A disciplina era VisualBaisc 3.0 (sim, no Windows 3.11) e os alunos estavam espumando pela boca…

Entrei na sala, me apresentei e escrevi na lousa: calendário. Vamos fazer um calendário. Os olhares dos alunos eram de desconfiança. “Fala sério professor, calendário?! Coisa mais boba…”, disse um aluno. Depois de uns 3 ou 4 minutos de polvorosa, eu disse: “Ok, já que é fácil, façam ai o calendário de março de 2010″. O silêncio foi total. Uma aluna levantou a mão e disse: “Como a gente vai saber isso?”

Naquela noite, expliquei como se utilizava o cálculo do ano juliano, com suas regras para anos bissextos e tudo mais, para elaboração de calendários para qualquer ano. Fomos ao laboratório e desenvolvemos o algoritmo, interface e ao final daquele mês, o VBCalendar 1.0 (com controle de feriados e anos bissextos) era o orgulho da classe. Naquele ano, fizemos mais 4 ou 5 projetos e, na formatura, ganhei uma xícara com meu nome escrito de presente dessa turma.

Semana passada, andando pelos corredores de um dos meus locais de trabalho, encontrei um ex-aluno, daquela minha primeira turma, que me reconheceu e disse: “ô professor, o calendário!!!”, nos cumprimentamos, falamos um pouco sobre a vida desde então e cada um de nós seguiu seu caminho. O que me marcou nesse reencontro foi “o calendário”.

Um sabor de missão cumprida se fez sentir.

sentido da vida

06.Fevereiro.2009 by edmort

Ocasionalmente me pego em questionamentos típicos, pelo menos penso que sejam típicos nas outras pessoas também, como qual o sentido de tudo isso? E, por tudo isso, quero dizer a vida em si.

Na maior pate do tempo acredito que eu esteja no comando desta nau, mas… e sempre tem um mas, por vezes me parece que apenas sigo o sabor do vento ou as rotas das correntes oceânicas. Enfim, e sem metáforas (preciso parar de assistir House M.D.), as vezes me parece que não controlo nada nisso que chamamos vida.

Quando nos perguntamos qual o sentido da vida, talvez fosse melhor perguntar se ela precisa de um sentido. Eu já superei a necessidade dos mitos, assim, os caprichos divinos de algum deus, deusa ou deuses não me assombram. A vida é algo maior que as fantasias que os homens criam para explicá-la e não vejo a menor necessidade de delegar aquilo que eu não compreendo a uma entidade imaginária (e se o fosse fazer, escolheria algo mais divertido que um deus barbudo e rabugento que clama por atenção, talvez o Garfield seja mais legal para esse propósito).

A necessidade de dar sentido às coisas, por vezes, beira ao absurdo. Hoje, ao passar por um corredor em um dos meus locias de trabalho, corredor este que termina um vão bastante baixo para o meu padrão de altura, um vão de cerca de 1,70m. Com meus 1,90m, sempre tenho que abaixar minha cabeça e curvar um pouco o tronco para passar por esse vão. Bom, eis que hoje ao fazer esse movimento de me abaixar, ouvi uma pessoa, que vinha atrás de mim, dizer: “deus sempre dá um jeito de nos fazer curva diante dele”… Juro, eu repirei fundo, contei até 5, e continuei andando sem dar atenção ao estapafúrdio comentário. Mas isso ficou na minha cabeça…

Oras, um suposto deus precisou, de alguma forma, que houvesse um vão de porta menor que a minha estatura para que eu me curvasse?! E, ainda supostamente, ele deveria estar lá à espreita, para me ver fazer isso e, na sua santa megalomania, crer que eu me curvei “para ele”? Rapaz, a necessidade de dar sentido às coisas na mente de pessoas como a dona do brilhante comentário me espanta. Imaginar que a arquitetura do edifício todo foi orientado para que os que passam por aquele corredor “curven-se ao todo poderoso deus” é um sacrossanto chute-no-saco. Sem contar que, esse estratagema divino isenta da “curvatura” os de estarura abaixo dos 1,70m! Vá entender…

Voltemos ao sentido da vida, ou a sua falta de… eu dizia que em alguns momentos, penso que não tenho o controle, na verdade, é mais uma ausência de controle deliberada, algo do tipo “que vá… veremos no que dá!” Assim, não se trata de uma impotência frente à vida, mas um displicência em relação a ela. Ei, displicência é um bom termo, mas creio que o que eu quero dizer é que certas vezes, me sinto não levando a vida muito a sério.

Quando atribuímos à vida um sentido categórico, viver se torna um fardo. Se não atribuímos sentido algum, viver se torna desnecessário, e não é disto que eu estou falando. Não creio que a vida não mereça ser vivida, apenas penso que, dentre as formas de vivê-la, aquela que não espera dela grandes significados é a que, no final das contas, te dá maior satisfação (mas não o seu dinheiro de volta!)

Esperar grandes significados da vida é sofrer. Eu não estou neste mundo para ser um messias, herói ou o salvador da pátria. Não espero salvar as baleias ou a camada de ozônio. A vida flui apesar de tudo. Não estou aqui dizendo que devemos então matar baleias ou usar CFC até o planeta virar um microondas… só creio que não exista um propósito maior na vida humana que o dos extintos dinossauros. É triste, mas apesar do inúmeros sentidos que possamos dar à vida, um belo dia ela acaba e “babau”, já era.

Simples demais? Pode ser, mas eu vivo bem assim.

Enfim… mestre!

15.Dezembro.2008 by edmort

Defendi minha dissertação de mestrado. Sou mestre!
Mas, como cantava Raul…

Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto “e daí?”
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado…

2009 logo vem… novos projetos, velhos amigos e muita diversão!

:)

um post sobre nada em específico…

25.Novembro.2008 by edmort

Ainda é novembro e os enfeites natalinos já começam a aparecer, indícios de que mais um ano finda. O tempo é algo, por natureza, filosoficamente intrigante. Não é fácil definir o tempo e eu não vou tentar fazê-lo aqui. Hoje eu quero falar sobre nada em específico!

Twitter, coisinha paradoxalmente mais inútil e útil que há no momento. Eu viveria muito bem sem ele, mas já que ele existe, por que não usar? Armadilha do sistema… essa pretensa liberdade de escolha esconde os grilhões da caverna digital…

Estética. Preciso perder peso… pela saúde. Mas ao perdê-los, serei acusado de o tê-lo feito pela estética. Preciso malhar, pois o tempo, aquele carinha do primeiro parágrafo, anda a me cansar… subir escadas, meu exercício diário e intríseco a infraestrutura dos meus loci laborali, anda a castigar minha musculatura genuflexora. O sistema disse que eu preciso de exercícios, assim meus senhores feudais não precisam arcar com encargos trabalhistas…

Rock and Roll. Ando velho para o novo. O rock atual não me apetece, prefiro o cheiro de nafitalina das cantigas barulhentas da minha tenra adolescência. O pouco de novo que ouço, o faço pela pitada de velho que neles se põe…

Dexter é o máximo. Começo a simpatizar-me com pensamentos psicopáticos. A complexidade da mente de um assassino, contido por um código de conduta, não deixa de ser apaixonante. Moralmente ninguém há de admitir tal interesse, mas não somos todos, em algum nível, imorais? Eis a beleza da filosofia, posso especular a morte, o assassínio, a psicopatia sem dilemas morais. Não desejo matar outro ser humano, mas entender esse ato para além dos ditâmes do sistema espeta minha mente!

Projetos. Se há um segredo a ser desvelado sobre a vida, isso é algo que tem haver com projetos. Sem projetos, sem vida. Desde coisas bobas como um churras no sítio do Gustavo aos planos para o doutoramento, projetos são a essência da vida. Uma vida sem projetos é uma vida oca…

Diplomacia. Relacionamentos são a arte da diplomacia, isso basta para este parágrafo.

Tolerância zero. Ando intolerante com meus alunos e alunas. Bando de vagabundos, querem fazer da lei do mínimo esforço a única lei. Eu sei, vítimas do sistema, e olha que eu sou parte desse sistema. No despraiado, levei meu físico aos limites da falência multipla de órgãos. Nas salas de aula, aplico o método Conan-MacGiver-Rambo-Copinho-de-folha-de-bananeira, pois a vida não é para os fracos! Mas semestre que vem serei bonzinnho, senão o sistema me ejeta e, como diriam as velhas virgens, eu não preciso de muito dinheiro, mas eu preciso muito de dinheiro pra torrar…

Este parágrafo finaliza este post. Até mais!

Suicídio digital

28.Outubro.2008 by edmort

As tecnologias da informação transformaram de forma substancial a vida das pessoas. O avanço tecnológico promoveu a interatividade a um novo patamar. Hoje contamos com celulares, emails, blogs, sites de relacionamento e uma infinidade de coisinhas novas aparecem a cada dia.

No Brasil, há cerca de 15 milhões de usuários da internet. Nos EUA são 153 milhões e na China 86 milhões. Ao todo, somos 747 milhões ao redor do globo. Números bonitos que revelam que a internet é para poucos. E para aqueles que preferem de dizer que o “copo está meio cheio”, à merda.

Menos de 15% da população mundial tem acesso à internet. No Brasil, menos de 10% surfam nas ondas da internet. Tecnologias da informação? Ilusão… mais de 5 bilhões de pessoas no planeta vivem suas vidas ignorando a grande rede. Em terras tupiniquins, cerca de 165 milhões de pessoas até sabem que a tal internet existe… assim como também sabem que Ferraris existem! E dai?

Sou um privilegiado. Estou on-line desde os bons tempos do video-texto. Este apelido “EdMort” (EdMorte, com “e” na verdade, mas algum FDP cadastrou ele antes no wordpress!) surgiu num terninal de video-texto no aeroporto de Congonhas em 1988!

Mas confesso, ando com o saco cheio de tudo isso… às vezes penso em suicídio. Calma, suicídio digital!

Por que eu preciso de Orkut, email, msn, twitter, blog e o que mais vier? Seria o fim do mundo se, ao me perguntarem meu email, eu respondesse: não tenho! 165 milhões de brasileiros não tem! 5 bilhões de seres humanos não tem email. Há algo de muito errado nisso, diriam uns, temos que dar emails e acesso a internet a todos! Inclusão digital! Será?

Eu penso em matar o meu eu digital! Deletar orkut, emails, msn, twitter, blog… jogar fora o celular e manter o bom e velho telefone fixo, aquele de disco…

Assim, se algum dia você perceber que o meu eu digital sumiu, não se assuste… estarei em casa, tomando uma cerveja e terei outra na geladeira a sua espera!

:)